quarta-feira, 22 de junho de 2011
Ao meu amor
"E se um dia,
Um dia eu tive de partir, não importa,
Um dia eu vou voltar.
E não se sabe quando,
E não se sabe o porquê
Não importa, eu volto por você."
Obs.: Em tempos de "Santo Antônio e dia dos namorados" as lembranças ganham força...
Último Romance
"Não volte pra casa meu amor que aqui é triste
Vá voar com o vento que só lá você existe
Não esqueça que não sei mais nada
Nada de você
Não me espere porque eu não volto logo
Não nade porque eu me afogo
Não voe porque eu caio do ar
Não sei flutuar nas nuvens como você
Você não vai entender
Que eu não sei voar
Eu não sei mais nada"
Obs.: Letra auto-explicativa
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Doce lembrança

sábado, 31 de julho de 2010
Lembranças? Só boas!
3 anos se passaram, muitas coisas se foram, muitas pessoas também... Árdua demais a batalha de estudar longe de casa, de manter amizades, de buscar cada dia um motivo. Meus amigos, creiam, vocês são o motivo!
Muita coisa mudou mesmo, inclusive os laços que nos unem, porque se fortaleceram. Quantos anseios, dúvidas, momentos, viagens, festas, dores compartilhadas? O número exato eu não sei, e é provável que ninguém saiba, o que sabemos é o quanto cada um foi importante para nos unir mais, se é que isso é possível.
O que quero dizer, quero que saibam, e sobretudo lembrem sempre, que eu AMO cada um incondicionalmente, meus amigos, desde sempre!
É sim, porque afinal, um semestre foi o suficiente para nos fazer AMIGOS. Vocês são o meu espelho, meu chão. Me conhecem mais que eu mesma! E como a recíproca é verdadeira, sei que os conheço muito também, o suficiente para saber que nada nesse mundo é capaz de diminuir o carinho, a cumplicidade, o respeito, a admiração que sentimos.
Obrigada por vocês fazerem parte da meu cotidiano, da minha vida, da minha história.
Obs.: Encontrei esse vídeo que Deus fez perdido e ele me trouxe lembranças maravilhosas dos queridos amigos que construí aqui em Juazeiro. Meus queridos... Aline, Anna, Deisi, Deus, Jesus, Neo, Paty, Renatinho. A cada um obrigada pelos ótimos momentos.
Obs.1: Serve como homenagem mega-ultra atrazadíssima do dia do amigo? Espero que sim! hehehe...
Obs.2: Ficou com um ar de despedida, mas não é isso. É que tem dias que ficamos mais sensíveis e percebemos o quanto temos, as vezes mais que merecemos.
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Metade Bahia, metade Mato Grosso do Sul...


Certo dia, fui questionada sobre o amor que sentia pela Bahia e pelo Mato Grosso do Sul, em um sentido comparativo. Como dificilmente acontece, me vi sem resposta para uma pergunta simples.
Nunca gostei de comparar sentimentos, sou da opinião de que sentimento simplesmente se sente, e pronto! E mesmo que isso pareça redundante e imaturo, é o que ainda acho.
Resolvi, responder o que meu coração informava naquele momento, e rapidamente disse que amava os dois lugares, com a mesma intensidade, porém de forma diferente.
Um lugar traz minha história, minha verdadeira raiz.
O outro, traz minha formação, meu crescimento...
A Bahia, é a terra mais acolhedora que já conheci.
É dona de um calor incomparável, e não me refiro só ao calor climático, mas principalmente ao calor humano, que aqui é encantador.
Onde construí amigos verdadeiros e eternos com uma rapidez incrível.
Onde posso sair e de perto ver o Velho Chico, lindo, com o Nego d’Água protegendo a correnteza e concretizando as lendas .
Lugar que é considerado a “metáfora do Brasil”, pelos contrastes sociais, mais evidentes. E que em contrapartida tem uma cultura maravilhosa...
Do acarajé ao forró,
Da capoeira ao carnaval,
Terra em que o sol é mais vibrante..
E que consegue aquecer muito mais que a pele, mas o coração dos que aqui chegam.
O Mato Grosso do Sul, é a minha terra, o lugar onde nasci e que agora descobri amar incondicionalmente.
Onde tenho liberdade de andar pelas ruas sem medo de me perder.
Lugar de uma cultura, também muito rica e que não deixa a desejar...
Do índio ao pantaneiro,
Do churrasco ao tereré,
Lugar onde me sinto em paz espiritual, protegida por meus amigos(superprotetores diga-se de passagem)...
E por falar em amigos, eles são poucos, mas extremamente relevantes em minha vida, e mesmo distantes me dão suporte, quando o chão me falta.
Sinto saudade do tereré de sábado à tarde...
Das risadas bobas ao telefone pela madrugada...
Das visitas inusitadas,
Dos programas não-programados de fim de semana,
Do ar tranqüilo do Parque das Nações Indígenas que nos leva a inspirar paz e expirar a tristeza,
Do astral calmo de Campo Grande, com jeitinho de interior,
Do cheiro da chuva, que termina em tempestade...
...Agora distante, percebo o quanto amo este lugar, que eu criticava muitas vezes, mas que hoje me arranca várias lágrimas de saudade...
Por tudo isto, é injusto da minha parte comparar lugares e sentimentos tão iguais e ao mesmo tempo tão diferentes...
Pensando sobre isto descobri que os dois lugares são fundamentais para mim e se completam...
Quando estou em Campo Grande, quero estar em Juazeiro,
Quando estou em Juazeiro, quero estar em Campo Grande,
E para resolver esta questão desenvolvi uma solução,
Enquanto uma está na mente a outra está no coração.
obs.1: Texto escrito no primeiro ano morando longe de Campo Grande. Mesmo assim consegue retratar bem a constante saudade da querida terrinha.
obs.2: Sofreu algumas adaptações pequenas para deixar mais evidente o contexto. Entretanto manteve o título original, mesmo eu considerando feio, pois não se trata de uma divisão sistemática, mas de sentimentos, sensações e emoções.
obs.3: É nostálgico, mas não tem relação direta com tristeza, só saudade, e isso faz muita diferença.
obs.4: Em tempo de férias e ociosidade, as lembranças ficam fortes.
sábado, 19 de setembro de 2009
Raizes Pantaneiras


“Enquanto este velho trem atravessa o Pantanal...”
Embalada pelo som da minha terra, vejo o quanto a cultura é transitável, ela percorre o mundo todo se necessário, através da nossa lembrança.
Isto quer dizer que aonde quer que se vá, sua identidade cultural estará contigo.
A prova disto é a diversidade cultural do nosso país, pois cada colônia que se instalou aqui, trouxe um elemento que se instaurou em nossa cultura.
Se partirmos do descobrimento, vemos a atrocidade que foi cometida com a nossa cultura, pois os índios tiveram que engolir em meses alguns séculos que passariam pela idade média e moderna, mas a cultura também é feita de choques elementares, que unidos formam uma nova identidade.
Para mim, que sou sul-matogrossense, isto é bem evidente, já que comemos sopa paraguaia, sobá (comida japonesa) e churrasco, sendo cada um, elemento de um determinado lugar, que juntos formam a identidade pantaneira.
Isto se aplica ao Brasil como todo, entretanto em alguns estados de forma mais evidente.
Cultura é a bagagem que carregamos conosco, tudo que aprendemos, conhecemos, amamos e admiramos. Nossa bagagem se constrói a cada momento, mas fugir das nossas raízes é inevitável.
Minha bagagem ainda está em processo de construção, pois admiro muito o sertanejo nordestino, o forró, o frevo, o maracatu, enfim esta riqueza que descubro a cada dia, vivendo no sertão baiano.
Entretanto meu coração vai acelerar de verdade quando eu ouvir Almir Sater, Grupo Acaba, Daniel Freitas ou quando alguém me oferecer um tereré gelado, mas isto talvez já tenha a ver com outro elemento brasileiro chamado saudade.