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sexta-feira, 15 de junho de 2012

Né?

"Não se concentre tanto nas minhas variações de humor, apenas insista em mim. Se eu calar, me encha de palavras, me faça querer dizer outra e outra vez sobre você, sobre nós, e todo esse amor. Se eu chorar, não me faça muitas perguntas, não precisa nem secar minhas lágrimas. Só me diz que você continuará comigo pra tudo, que tenho teu colo e teu carinho. E ainda que te doa me ver assim, me envolva nos teus braços e diga que eu posso chorar, mas que você não sairá dali enquanto eu não sorrir. Porque é isso que nos importa, não é? O sorriso um do outro."

segunda-feira, 19 de março de 2012

Quando lembro dos olhos do meu bem


Hoje! 6 meses, metade de um ano, aliás, do ano de 2012, aquele jurado para o fim, em que tudo devia morrer, mas tem renascido, pelo menos dentro de mim. Poderia aqui descrever tudo que me fez gostar de você, que despertou meu encanto, meu pranto de saudade e minha felicidade, mas como já dizia Cássia Éller, palavras apenas.

Ceeu, Teixeira de Freitas, Eunápolis, plenária, timidez inicial, palavras contidas, sorrisos envergonhados, interesses pessoalmente escondidos, na internet, posteriormente revelados. Troca de carinho verbal, bons dias, boas noites, boa vida, querer bem, distância, encontro, paixão, vinho, virote, discussões políticas, descobertas, encanto, desejo, despedida. Salvador, reencontro, escada, rodoviária, correria, beijos apaixonados e quase intermináveis, carinho corporal, carnal, fotografias, registros, declarações, abraços sufocados, compartilhamento de emoções e mais uma partida.

Lonjura, distância, contagem regressiva, reencontro, momentos felizes e surpreendentemente cada vez mais agradáveis. Teixeira de Freitas, férias curtas, virada, fogos, praia, descanso, cachoeira, pizza, ostra, conversas, preguiça compartilhada, cervejinha, virote, ressaca como desculpa para prolongar a estadia, confusão, medo, despedida, tristeza. Viagem, pensamentos, dono da minha cabeça, choro, separação, angústia, perda, e-mail, carta... Reconciliação, acabou chorare, ficou tudo lindo, alegria, complemento, planejamento, endividamento de lembranças. Juazeiro, meu mundo completo. Meus amigos, minha vida, minha casa, minha família. Nego d’água, Angari, Petrolina, reportagem, bodódromo, rodeadouro, bode, não vá embora, meu urso, fique mais, eu vou te apertar, te abraçar, te amar, mensagens, infinitas ligações, planos, sonhos, e dois delirantes ficando cada vez mais reais, né, Baltazar Felipe?

Hoje! 6 meses que passaram voando, e eu continuo tentando mostrar e dizer que este e todo tempo é pouco para nós. Tantas palavras, tantas canções parecidas e tão desiguais, jamais conseguirão descrever o que passa aqui dentro. Com a limitação das palavras, quero apenas tentar explicitar que espero ainda compartilhar muitos momentos, entre sorrisos, cheiros e olhares com você, Bal e andar assim, de mãos dadas contigo por muito tempo. Nenhuma distância é capaz de me desanimar, não quando lembro dos olhos do meu bem... Muito obrigada por tanto encanto! =)

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Você na minha vida




"E agora todas as coisas do passado não passam de recordações presentes. De momentos que por muito tempo ainda vão estar na alegria ou na tristeza, toda vez que eu me lembrar que você foi o meu sorriso de chegada e a minha lágrima de adeus."


Obs.: Passado um mês da despedida da minha referência de força, coragem e amor eis-me aqui tentando falar, compartilhar e até mesmo explicar toda dor que me toma. Justo eu que muitas vezes pedi aos céus que o sofrimento da minha guerreira acabasse, hoje daria tudo para ver esse sorriso, quase sempre contido, mais uma vez.
Falar de dona Clélia é falar de bons exemplos de esforço, coragem e resistência. Mas se engana quem pensa que essa personalidade era só razão, afinal, era da emoção e do amor que ela tirava motivação para todos os adjetivos que a descreveram anteriormente...

É impossível descrever minha história de vida, sem falar da participação da vó Clélia... Mesmo morando em Campo Grande, sempre tive a presença dela muito forte desde minha infância. Nem os quase 3000 km que nos separavam eram capazes de fazer com que a gente não tivesse uma relação forte. E é por isso que cada vez que olhar meu álbum de formatura da alfabetização verei meu sorriso por estar usando o vestido que ela fez, para que eu fosse a formanda mais linda, como ela queria. Da mesma forma cada vez que tiver um cachorro, vou lembrar que ela me enganava dizendo que batia no rex enquanto eu estava na escola, só para me ver irritada. Cada vez que jogar baralho, vou lembrar de ouvi-lá dizendo que não jogava porque meu avô gostava de passá-la para traz no placar. Até mesmo agora escrevendo esses texto, me recordo quando ela dizia que estava usando o meu computador só para ver minha cara de espanto... Vários momentos, várias alegrias no passado e hoje, tudo isso dói demais... E como é impossível falar de mim sem recordar dela, é difícil me acostumar a não tê-la por perto, como sempre foi, me ajudando a construir e continuar essa vida!

Não bastasse tanto sofrer pela perda da minha amada avó, dona Clélia fechou um ciclo de longos três anos de tristeza pela perda de todos os meus queridos avós. Vó Mareinha (2008), Vô Dom Pedro (2009), Vô Maninho (2010) e Vó Clélia (2011) deixam ensinamentos de luta, perseverança, dignidade, honestidade, respeito, carinho, amizade e AMOR!

Saudades eternas!

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Então vilã?

Existiu um tempo em que ser enganada, machucada, magoada e decepcionada acarretava também a culpa de se sentir responsável por atitudes alheias. Houve um momento em que chorar e sofrer como uma mocinha de novela parecia a única saída para vencer angústias, medos e inquietudes, na esperança de uma divindade se compadecer de tanta má sorte e conceder a honra de um futuro mais digno.
Um período marcado por dores, perdas, desespero, mas descobertas. Aprender consigo é a mais surpreendente e agradável aventura. Já dizia o músico, que em certo momento duvidei da capacidade sensível, que “Se você quiser alguém em quem confiar, confie em si mesmo”. Nada mais sábio que voltar a solidão de sempre, sem maior pesar, sem ressentimento ou rancor.
É melhor descobrir-se do que acreditar na falsa ilusão da “felicidade completa”. Sim, porque a convenção social nos condiciona a acreditar que sozinhos não somos completos, que precisamos agregar nossa parcela de felicidade a uma parcela que está em outro alguém que um dia, com sorte descobriremos quem é.
Não estou dizendo que sou auto-suficiente, que me basto ou nada do tipo. Estou dizendo que as relações de amizade, amor ou simples convivência que mais me abalaram jamais precisavam ter sido estabelecidas se eu me conhecesse melhor e soubesse das minhas dificuldades e limitações.
É preciso isolamento, capacidade para reinventar, restabelecer e redescobrir uma alternativa. Perceber um lado mais independente, mais verdadeiro, autêntico e egoísta. O tempo de preocupação excessiva com os outros, com a felicidade alheia ocasionou tantas aflições externas que se perder no caminho foi inevitável. Sem perceber consumiram minha identidade, minhas referências, minhas motivações, minhas aptidões, minha paz, meu equilíbrio, meu eu.
Assim, me recuso a criar perspectivas num fim de texto, como de praxe, porque não sei o que vem pela frente e nem quero saber. Nada de melancolia, só é necessário reaprender que ajudar demais os outros sem saber ao certo o que nos guia é a mais falsa das crenças. Sem enganações, é preciso notar que não há quem possa transmitir algo que não esteja realmente sentindo ou acreditando. Uma pessoa melhor para si representa um alguém melhor para todos.
E como diria Ignácio de Loyola Brandão:
"
Ela é fundamental. Ser máquina, despida de emoções. Arrancar de dentro sentimentos e atirá-los ao lixo. Liberar-se dos empecilhos. Não se comover com o choro, a dor e a tristeza alheias A dor do outro é do outro, não pode penetrar em você, te algemar."

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

E esse ano não vai ser igual aquele que passou...

Na política quando acontece algo ou existe a tendência pra isso, nós comunistas começamos a avaliar os fatos anteriores, as situações históricas que envolvam os mesmos personagens, os nossos erros e acertos em cada episódio para que nos próximos momentos tenhamos mais pré-disposição para o sucesso. Tudo dentro do entendimento de que é necessário conhecer a si mesmo e aos adversários para avaliar as fragilidades de ambos e saber como reagir em cada situação que os envolva.

Tenho consciência de que esse método é bastante eficaz na política, mas e nas nossas vidas, será que funciona?

Acho importante avaliar nossos fracassos e sucessos após cada ciclo, para que o que vier não nos pegue desprevenidos. Entretanto essa é uma faca de dois gumes, como se diz, pois em alguns momentos estar preparado pra tudo tira a graça da vida, da surpresa, do inusitado.
Mesmo assim, é quase inevitável em tempos de natal, ano novo, e para mim, de aniversário não se render a essa perspectiva fabricada, do novo, da mudança, do recomeço... A reflexão surge fácil!

E o que dizer de 2010?

Segundo a minha mãe os anos pares são piores que os ímpares. Superstição ou não, sou obrigada a concordar com ela diante do retrospecto.
Posso definir o ano que passou em uma palavra: Difícil
Foi um ano de transformações, auto-avaliações constantes e muita determinação. Mas quem disse que mudar, ter coragem e reinventar é fácil? Devo ser justa e dizer que é doloroso, mas necessário.
Precisei encarar muitas coisas da pior maneira possível, através da decepção... Tive de descobrir que as vezes pequenos gestos de quem amamos podem destruir anos de cumplicidade.
Senti pela primeira vez a dor da morte. E embora já tivesse perdido pessoas próximas, nunca havia sofrido, achava que sabia lidar com a morte como algo natural e acreditava que chorar diante dela era estranho e quase desnecessário.

Quebrei perna, me arrisquei num namoro, ajudei na coordenação de uma campanha política apaixonante, aprendi a falar (20 anos após as pessoas normais, hehehe), intensifiquei minha militância, meu estudo, larguei a engenharia, enfim, vivi e muito. E cada experiência dessas me causou algum sofrimento, mas não posso deixar de dizer o quanto contei com pessoas especiais, que mesmo distantes fisicamente sempre souberam dar o tom ao meu equilíbrio, sempre souberam me fazer recomeçar, me deram força, coragem e não me deixaram perder a serenidade Né Felipe, né Alex?

Pois bem, tive que perder muita coisa, mas aprendi muito e não desisti de acreditar nas pessoas nem em mim. Todos os tropeços foram necessários para crescer.
Por tudo isso em 2011 uma Amanda crescida e um pouquinho, mas só um pouquinho mais madura ressurge mudada, mas com o mesmo sorriso sincero no rosto!

Um feliz 2011! \0/


Obs.: Lembrando os novos baianos no título para encher de boas energias este novo ciclo!


terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Ah, de um lado este carnaval, do outro é fome total!

Quando estamos diante de alguma data comemorativa, temos a impressão de que o mundo, os problemas, a vida parou para prestigiar este momento. Apesar de racionalmente sabermos que não é assim, na prática ignoramos o restante do universo para contemplar uma "alegria fabricada".

Passei a pensar muito nisso depois que perdi meu avô em pleno natal, na hora da ceia (que para mim nem existiu), na troca de presentes(que eu nem pude curtir), na hora da troca de carinho, beijos e abraços familiares que foram substituídos por choro, tristeza e lamentação.
Passei a achar menos graça nas datas comemorativas, afinal quantas pessoas realmente tem condições financeiras e emocionais para curtir o carnaval?

Não quero ser a guardiã da moral e dos bons costumes, e nem vou criticar quem curte o carnaval ou qualquer data comemorativa que seja, afinal, eu também o faço, mas acho que algumas reflexões se fazem necessárias.
O carnaval, principal festa caracterizadora da "representação da cultura nacional" não é mais tão fiel assim à representação, afinal, quantos brasileiros podem curtir as principais festas deste período? Infelizmente poucos!
Quantas famílias perdem parentes?
Quantas pessoas continuam sem ter o que comer?
Quantos continuam sofrendo por inúmeras causas?

Enfim, sei que isto acontece sempre, independente de estarmos em meio a festas e datas comemorativas ou não, mas a maneira como as pessoas fecham os olhos nestes períodos é impressionante!
Sugiro apenas que um esforço coletivo se faça para que a realidade, mesmo que dolorosa seja sempre entendida e que nossa felicidade não seja assim, tão condicionada!

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Cada cabeça, um mundo!

Me disse um sábio senhor
Estava certo
Frase simples
Significado complexo
Cada processamento mental, uma percepção
Cada pessoa, uma bagagem
Cada cultura, uma formação
Não existe julgamento correto
Condenar alguém por seus comportamentos é fortalecer a intolerância
Neste mundo afinal,
Cada cabeça, um mundo
Cada cabeça, uma sentença!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Efeito Borboleta!

Voltar no tempo
Vontade incontrolável
Poder mudar o rumo do destino, para melhor?
Não depende apenas de vontade
Se fosse assim, a vida seria perfeita
Mas seria perfeita a felicidade constante?
Talvez não
As lições aprendidas nos momentos difíceis são imprensidiveis
Amizades fortalecidas
Reflexões feitas
A graça do aproveitamento dos momentos está justamente em saber que eles não são eternos
Mas realidade é sinônimo de tristeza?
Sonho é o mesmo que alegria?
Nem sempre
É necessário entender os sinais do destino...

Para a história o futuro não existe
Para a física, o presente não existe
Para todas as ciências o passado é reconhecido
Importante por construir a história e os caminhos seguidos
O melhor então, é guardar lembranças sem mexer nelas
Não apenas para que as coisas não piorem, mas para que a aprendizagem pessoal se fortaleça
Construindo o quebra-cabeça com as peças do futuro, do presente, do passado, as coisas passam a fazer muito sentido.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

A vida se renova!

A dinâmica do mundo é simples, e a ciência, a forma reconhecida do conhecimento na nossa sociedade, nos demonstra isto desde muito cedo, afinal, na escola aprendemos o esquema:

Nascer -> Crescer -> Reproduzir -> Morrer

Se estamos "carecas" de saber que esta é a ordem natural da vida, pq tanto lamento quando a morte chega? Ou tanta celebração quando a vida vem?

Estou longe de ser insensível, mas estes acontecimentos não me abalam.Não da forma que abalam o restante das pessoas. Sofro de maneira diferente, bem como comemoro.
Claro que fico feliz quando um casal conhecido espera um bebê, da mesma forma que fico triste quando alguma pessoa querida morre, mas de alguma forma tudo é muito previsível.

Ao mesmo tempo que alguém se vai, outro chega, não para ocupar o lugar, mas para renovar a vida. São estes os simples sinais que recebemos para perceber o quanto a vida é valiosa e ao mesmo tempo passageira.


obs.: Pensando mil coisas mas tentando organizar as idéias, além disso o blogger não está funcionando bem, por isto a demora para novas postagens.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Uma década.

Já fazem dez anos que me perguntei... Como vou estar daqui uma década?
A resposta, eu conseguia dar com convicção... Estarei me formando na universidade, provavelmente morando em Campo Grande, vivendo na mesma casa, tendo os mesmos amigos, a mesma vida que possuia naquele momento.
Mas se eu tinha convicção, por que errei tanto?
Simples, minha visão de vida e futuro eram limitadas, afinal eu tinha 11 anos de idade.

Nesta reta de final do ano as reflexões são inevitáveis, é fato...
E a mesma pergunta eu faço, com muito medo da resposta, pois hoje conheço as armadilhas da vida.
Prefiro não fazer perspectivas, pois isto me leva a criar expectativas em relação aos planos estabelecidos, e se tem algo que me deixa incomodada é a frustração, seja ela qual for.
Mas vai, lá de longe me imagino formada, mas ainda estudando, morando em Campo Grande, e mais independente... Será que vou errar tudo novamente?
É ruim errar, entretanto a graça da vida é exatamente o fato de ser imprevisível.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Ação e Reação

É incrível como alguns elementos da área de exatas são aplicáveis as demais áreas de estudo. Esta afirmação se explica quando falamos da inércia, da entropia,etc, entretanto, a mais ilustrativa descoberta "interdiscipliar" foi a Terceira lei de Newton, da ação e reação. A explicação teórica, nós conhecemos :

"Quando um corpo A exerce uma força sobre um corpo B, simultaneamente o corpo B exerce uma força sobre o corpo A de intensidade e direção igual mas em sentido oposto."

Na prática pode ser ilustrado pelo velho ditado popular:

"Você colhe aquilo que planta."

Bom, este assunto me veio, porque observando conversas e o cotidiano percebi que a Terceira Lei de Newton, que revolucionou a física revoluciona também as relações humanas.
Fazer o bem, ajudar, transmitir mensagens agradáveis, nos ajudam a manter uma vida mais tranquila, pois dentro deste contexto, nos cerca involuntariamente.
Então, moral da história...

Transmitir felicidade, gera felicidade... Quer ser feliz? Ilumine o mundo com sorrisos sinceros. =)

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Tanto...


Tanta serenidade...
Tanta paz...
Tanto carinho...
Tanta dignidade...
Tanta admirição...
Tanto respeito...
Tanta amizade...
Tanta tranquilidade...
Tanta honestidade...
Tanta inspiração...

Tanto amor...

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Problemas deles ou meu?

Pequena crônica que fiz para discutir na aula de Antropologia e que meus colegas de turma adoraram... =)
A proposta era a seguinte: Tentar enxergar uma situação cotidiana com olhos imparciais...

Problema deles, ou meu?

Observar algo com olhos imparciais é algo inusitado, visto que diariamente nos deparamos com as situações sem lhes dar a importância devida.
Existe um grupo, que sempre observei com repúdio. Trata-se de alguns rapazes jovens, que moram na mesma rua que eu, eles passam os dias embaixo da mesma árvore, conversando provavelmente sobre as mesmas coisas. A cada momento que os observo, penso: “Meu Deus, como o ócio pode ser tão cotidiano para estas pessoas? Como eles conseguem viver assim”?
Pensando com um olhar mais crítico e imparcial, tento imaginar que nunca vi esta situação antes. Certamente na primeira vez que passasse e os visse embaixo de uma árvore, acharia natural,ou talvez nem reparasse. Em uma segunda vez poderia me incomodar, ou perceber de verdade, e na terceira, com certeza causaria espanto e estranheza, já que entenderia a gravidade da situação. Provavelmente pensaria em como a sociedade é desigual, pois certamente não é uma opção de escolha de tantos jovens (10 aproximadamente), da mesma faixa etária e moradores da mesma rua ficar conversando amenidades. Com certeza não lhes é oferecida nenhuma oportunidade de emprego, estudo, ou até seja, mas nada que contemple o sonho destes.
O que é mais intrigante nesta história toda é o fato de que estamos falando de jovens como eu, que deveriam estar produzindo conhecimento e que sequer sabem disso.
É estranho perceber que a crítica pessoal, sempre se sobrepõe às críticas sociais, pois o que é problema do outro, parece ser só dele, entretanto esta simples situação nos mostra o quanto ignoramos os problemas sociais, o quanto somos egoístas e incapazes de tentar mudar esta realidade.