terça-feira, 24 de janeiro de 2012

C.F.A

"Que a gente reconheça o poder do outro sem esquecer do nosso.
Que as mentiras alheias não confundam as nossas verdades, mesmo que as mentiras e as verdades sejam impermanentes.
Que friagem nenhuma seja capaz de encabular o nosso calor mais bonito.
Que, mesmo quando estivermos doendo, não percamos de vista nem de sonho a ideia da alegria.
Tomara que apesar dos apesares todos, a gente continue tendo valentia suficiente para não abrir mão de se sentir feliz.
As coisas vão dar certo.
Vai ter amor, vai ter fé, vai ter paz – se não tiver, a gente inventa.
Te quero ver feliz, te quero ver sem melancolia nenhuma.
Certo, muitas ilusões dançaram.
Mas eu me recuso a descrer absolutamente de tudo, eu faço força para manter algumas esperanças acesas, como velas."

Obs.: Meio sem querer cai no clichê.

domingo, 8 de janeiro de 2012

O recomeço

(o fim de uma relação)

“Para resumir as quatro horas de conversa seguintes, te digo que não é fácil estar numa relação e até mesmo conhecer de verdade o outro e aceitá-lo com todas as suas falhas e bagagens.

O Jack me confessou o seu medo de ser rejeitado se eu realmente o conhecesse, se ele aparecesse despido à minha frente. Jack descobriu que depois de dois anos de namoro não me conhecia, nem eu o conhecia. E, para realmente nos amarmos, tínhamos que saber as verdades de cada um. Até mesmo se não for muito fácil de aguentar. Por isso conte-lhe a verdade, que foi a de eu nunca ter lhe traído. E também lhe disse que tinha visto Mathieu naquela tarde. Ele não ficou furioso comigo porque não tinha acontecido nada, claro.

Confessei-lhe que a coisa mais difícil era a decisão de estabelecer uma relação definitiva, a ideia de que “é este mesmo, este é o homem que irei passar o resto da minha vida”. A decisão de fazer um esforço para ficar e resolver as coisas, e não de fugir logo ao primeiro problema, é muito difícil para mim. Eu lhe disse que não me contentava com um homem só para o resto da minha vida. Era mentira, mas eu disse mesmo assim. Ele me perguntou se eu me achava como um esquilo, colhendo os homens como se fossem nozes para se alimentar durante o inverno. Achei engraçado.

Aí ele disse uma coisa que feriu os meus sentimentos. O tom mudou drasticamente. Depois não interpretei direito o que ele disse, julgava que ele tinha dito que já não me amava e queria se separar. Sempre me fascinou como as pessoas passam por te amar loucamente até não sentir nada, nada. Magoa muito.

Quando eu sinto que vão me deixar, tenho a tendência de me separar primeiro antes de ouvir a história toda.

Aqui está. Mais um, menos um. Outra história de amor imprestável. Eu realmente amei este. Quando eu penso que acabou e que nunca mais o verei novamente... Bem, sim, irei encontrá-lo e conhecerei a sua nova namorada e agirei como se nunca o tivesse conhecido. E depois, com o passar dos tempos, pensaremos cada vez menos em nós, até nos esquecermos completamente (quase).

Para mim é sempre o mesmo: separo-me e sinto-me mal. Bebo e ando seguindo. Conheço um tipo e depois outro. Transo a torto e a direito para esquecer o que achava ser o ideal. E depois de alguns meses de solidão, começo a procurar o amor verdadeiro. Procuro desesperadamente em todos os lugares e, depois de dois anos de solidão, conheço um novo amor e juro que é o definitivo. Até ele ir embora.”


(o recomeço)


Obs.: Roubado do blog da camarada Vick para traduzir um pouco das minhas atuais angústias.

domingo, 25 de dezembro de 2011

A Imprensa do Vale do São Francisco e o código de ética do jornalista

Um debate tem se tornado recorrente no Vale do São Francisco, acerca de valores jornalísticos que inevitavelmente também recaem no debate sobre ética. Isto porque, três veículos de comunicação foram processados pelo poder público da cidade de Petrolina. Os Blogs da Folha do São Francisco e o Blog do Carlos Britto, bem como a Ponte FM respondem processos na justiça por terem citado os nomes da procuradora do município e do prefeito em um suposto esquema de corrupção.

Não há como construir esta discussão sem levar em consideração dois aspectos: O código de ética do jornalismo e a regulamentação da profissão. O código de ética aborda questões como imparcialidade, verdade, objetividade e confidencialidade. Entretanto, do ponto de vista prático, a regulamentação fugiria ao modismo moral e de fato estabeleceria parâmetros e soluções adequadas. Se tomarmos o episódio local como objeto de análise, a primeira questão citada cai por terra, visto que a jornalista da Folha, que responde a 24 processos, possui relações de caráter político na região, entretanto este não é o ponto crucial do debate e sim as justificativas trazidas à tona.

Sendo o moral o conjunto de regras sociais e a ética o agenciamento delas, o código de ética se apresenta como o objeto de consulta, por isso alguns discursos se reproduzem toda vez que o debate acerca do jornalismo está posto. É o caso da banalização do direito à liberdade de expressão e ao conceito de ditadura midiática. Estas justificativas acabam por ignorar um princípio básico do jornalismo: o compromisso com a verdade e com a responsabilidade, que exigem apuração rigorosa. Portanto, às acusações feitas aos veículos só foram possíveis por erros básicos do jornalismo, baseado em apurações inconsistentes que deram espaço para dupla interpretação. Entretanto isto não significa que o jornalista é sempre culpado quando existe este tipo de problemática apresentada, mas quando uma acusação é feita, sua defesa deve estar bem fundamentada graças ao seu trabalho minucioso. Nesse sentido, se couberam 42 processos neste episódio, deve-se avaliar a atuação do jornalista com o uso acentuado da virtude aristotélica.

Sendo assim, as lições que podem ser tiradas desta situação demonstram que uma nova discussão em torno do código de ética jornalística deve ser feito, pois idéias superadas como imparcialidade ainda existem para incriminar jornalistas que por sua vez, utiliza desculpas como a liberdade de imprensa, que está mais que garantida atualmente, para justificar o mau exercício da profissão. Com toda subjetividade ética, o que deve prevalecer na atuação do profissional da área é a razão, no sentido de realização da virtude aristotélica, só assim, episódios como este deixarão de ser corriqueiros e tornarão a profissão de jornalista verdadeiramente ética.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

"Prefiro ter toda a vida, a vida como inimiga, a ter na morte da vida, minha sorte decidida"






Em tempos de abandono deste pobre coitado blog, a simbologia das fotos se encarrega de dizer o que o tempo não me tem permitido.

Obs.: Fotos feitas no cemitério de Juazeiro.