domingo, 12 de fevereiro de 2012

Em Juazeiro carteirinhas da UNE e da UBES já estão sendo confeccionadas


"Como forma de garantir a complementação da formação acadêmica dos jovens, a UNE conseguiu, na década de 40, o direito do estudante pagar somente metade do valor dos ingressos em shows, teatros, cinemas e atividades esportivas e culturais. A entidade passou então a confeccionar a carteira de identificação estudantil, para garantir o cumprimento deste direito. Pouco tempo depois, a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) também começou a emitir as carteiras estudantis.

Após o golpe militar, com o fechamento das entidades estudantis, deu-se início ao processo de descaracterização da meia-entrada. As carteirinhas, antes emitidas pela UNE e pela UBES, passaram a ser livremente produzidas pelas próprias escolas e cursinhos. No final da década de 70 e início da década de 80, era comum encontrar camelôs vendendo, em praça pública, identidades estudantis falsas e sem legitimidade.

Com a reconstrução das entidades estudantis, o benefício da meia-entrada foi reestruturado com Leis Estaduais por todo país. As carteiras passaram a ser emitidas com maior segurança e mais benefícios pela UNE e a UBES.

Infelizmente, durante o governo FHC, a Medida Provisória (MP) 2.208/01 derrubou essas conquistas, permitindo qualquer escola, curso, agremiação ou entidade estudantil produzir a carteira, sem nenhum parâmetro ou fiscalização. Dessa forma, multiplicaram-se as "empresas de carteirinha", com claros objetivos financeiros, sem nenhum compromisso com a credibilidade da identificação estudantil. A meia-entrada começou a ser desvirtuada por produtores de eventos culturais mal intencionados, que buscam de todas as formas desacreditá-la ou mesmo tirar proveito para aumentar o preço dos ingressos.

Em todos estados, através das entidades estudantis estaduais e municipais, a UNE e a UBES continuam defendendo a institucionalização da meia-entrada e a seriedade na emissão do documento estudantil."

Este ano em Juazeiro, as carteirinhas da UNE e da UBES, já podem ser feitas. Para garantir a sua é preciso ir de terça à sexta-feira, no Centro de Cultura João Gilberto, das 08 às 12 horas da manhã e de 14 às 18 horas da tarde, portando os seguintes documentos:

1 foto 3x4;

Xerox da identidade e do comprovante ou declaração de matrícula;

Obs.: Além disso, lá está disponível um formulário das entidades estudantis que deve ser preenchido. A carteirinha da UBES custa R$10,00 e pode ser feita por estudantes do Ensino Fundamental ao Cursinho pré-vestibular. Já a carteirinha da UNE custa R$15,00 e pode ser feita por estudantes universitários. O valor é dividido entre as entidades nacionais e entidades de base, como Grêmio Estudantil, Centros e Diretórios Acadêmicos.

Carteinhas da UNE e UBES, as únicas que além de garantir os seus direitos luta por eles!

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

C.F.A

"Que a gente reconheça o poder do outro sem esquecer do nosso.
Que as mentiras alheias não confundam as nossas verdades, mesmo que as mentiras e as verdades sejam impermanentes.
Que friagem nenhuma seja capaz de encabular o nosso calor mais bonito.
Que, mesmo quando estivermos doendo, não percamos de vista nem de sonho a ideia da alegria.
Tomara que apesar dos apesares todos, a gente continue tendo valentia suficiente para não abrir mão de se sentir feliz.
As coisas vão dar certo.
Vai ter amor, vai ter fé, vai ter paz – se não tiver, a gente inventa.
Te quero ver feliz, te quero ver sem melancolia nenhuma.
Certo, muitas ilusões dançaram.
Mas eu me recuso a descrer absolutamente de tudo, eu faço força para manter algumas esperanças acesas, como velas."

Obs.: Meio sem querer cai no clichê.

domingo, 8 de janeiro de 2012

O recomeço

(o fim de uma relação)

“Para resumir as quatro horas de conversa seguintes, te digo que não é fácil estar numa relação e até mesmo conhecer de verdade o outro e aceitá-lo com todas as suas falhas e bagagens.

O Jack me confessou o seu medo de ser rejeitado se eu realmente o conhecesse, se ele aparecesse despido à minha frente. Jack descobriu que depois de dois anos de namoro não me conhecia, nem eu o conhecia. E, para realmente nos amarmos, tínhamos que saber as verdades de cada um. Até mesmo se não for muito fácil de aguentar. Por isso conte-lhe a verdade, que foi a de eu nunca ter lhe traído. E também lhe disse que tinha visto Mathieu naquela tarde. Ele não ficou furioso comigo porque não tinha acontecido nada, claro.

Confessei-lhe que a coisa mais difícil era a decisão de estabelecer uma relação definitiva, a ideia de que “é este mesmo, este é o homem que irei passar o resto da minha vida”. A decisão de fazer um esforço para ficar e resolver as coisas, e não de fugir logo ao primeiro problema, é muito difícil para mim. Eu lhe disse que não me contentava com um homem só para o resto da minha vida. Era mentira, mas eu disse mesmo assim. Ele me perguntou se eu me achava como um esquilo, colhendo os homens como se fossem nozes para se alimentar durante o inverno. Achei engraçado.

Aí ele disse uma coisa que feriu os meus sentimentos. O tom mudou drasticamente. Depois não interpretei direito o que ele disse, julgava que ele tinha dito que já não me amava e queria se separar. Sempre me fascinou como as pessoas passam por te amar loucamente até não sentir nada, nada. Magoa muito.

Quando eu sinto que vão me deixar, tenho a tendência de me separar primeiro antes de ouvir a história toda.

Aqui está. Mais um, menos um. Outra história de amor imprestável. Eu realmente amei este. Quando eu penso que acabou e que nunca mais o verei novamente... Bem, sim, irei encontrá-lo e conhecerei a sua nova namorada e agirei como se nunca o tivesse conhecido. E depois, com o passar dos tempos, pensaremos cada vez menos em nós, até nos esquecermos completamente (quase).

Para mim é sempre o mesmo: separo-me e sinto-me mal. Bebo e ando seguindo. Conheço um tipo e depois outro. Transo a torto e a direito para esquecer o que achava ser o ideal. E depois de alguns meses de solidão, começo a procurar o amor verdadeiro. Procuro desesperadamente em todos os lugares e, depois de dois anos de solidão, conheço um novo amor e juro que é o definitivo. Até ele ir embora.”


(o recomeço)


Obs.: Roubado do blog da camarada Vick para traduzir um pouco das minhas atuais angústias.

domingo, 25 de dezembro de 2011

A Imprensa do Vale do São Francisco e o código de ética do jornalista

Um debate tem se tornado recorrente no Vale do São Francisco, acerca de valores jornalísticos que inevitavelmente também recaem no debate sobre ética. Isto porque, três veículos de comunicação foram processados pelo poder público da cidade de Petrolina. Os Blogs da Folha do São Francisco e o Blog do Carlos Britto, bem como a Ponte FM respondem processos na justiça por terem citado os nomes da procuradora do município e do prefeito em um suposto esquema de corrupção.

Não há como construir esta discussão sem levar em consideração dois aspectos: O código de ética do jornalismo e a regulamentação da profissão. O código de ética aborda questões como imparcialidade, verdade, objetividade e confidencialidade. Entretanto, do ponto de vista prático, a regulamentação fugiria ao modismo moral e de fato estabeleceria parâmetros e soluções adequadas. Se tomarmos o episódio local como objeto de análise, a primeira questão citada cai por terra, visto que a jornalista da Folha, que responde a 24 processos, possui relações de caráter político na região, entretanto este não é o ponto crucial do debate e sim as justificativas trazidas à tona.

Sendo o moral o conjunto de regras sociais e a ética o agenciamento delas, o código de ética se apresenta como o objeto de consulta, por isso alguns discursos se reproduzem toda vez que o debate acerca do jornalismo está posto. É o caso da banalização do direito à liberdade de expressão e ao conceito de ditadura midiática. Estas justificativas acabam por ignorar um princípio básico do jornalismo: o compromisso com a verdade e com a responsabilidade, que exigem apuração rigorosa. Portanto, às acusações feitas aos veículos só foram possíveis por erros básicos do jornalismo, baseado em apurações inconsistentes que deram espaço para dupla interpretação. Entretanto isto não significa que o jornalista é sempre culpado quando existe este tipo de problemática apresentada, mas quando uma acusação é feita, sua defesa deve estar bem fundamentada graças ao seu trabalho minucioso. Nesse sentido, se couberam 42 processos neste episódio, deve-se avaliar a atuação do jornalista com o uso acentuado da virtude aristotélica.

Sendo assim, as lições que podem ser tiradas desta situação demonstram que uma nova discussão em torno do código de ética jornalística deve ser feito, pois idéias superadas como imparcialidade ainda existem para incriminar jornalistas que por sua vez, utiliza desculpas como a liberdade de imprensa, que está mais que garantida atualmente, para justificar o mau exercício da profissão. Com toda subjetividade ética, o que deve prevalecer na atuação do profissional da área é a razão, no sentido de realização da virtude aristotélica, só assim, episódios como este deixarão de ser corriqueiros e tornarão a profissão de jornalista verdadeiramente ética.